Importância das brincadeiras para as crianças

Através dos tempos, independente do contexto histórico-econômico-social em que está inserida, a criança revela a importância do lúdico em sua vida. Tanto é que durante toda a historico a criança esteve diretamente relacionada a brincadeiras, jogos e atividades lúdicas.

Diante disso, o fascínio que os brinquedos e os jogos exercem nas crianças de todas as faixas etárias e contextos sociais leva os pesquisadores e estudiosos a refletir, sobre a importância das brincadeiras para as crianças e como isso afeta o desenvolvimento delas.

Estudos sobre o brincar

“A ocupação favorita e mais intensa da criança é o brinquedos ou os jogos. […] ao brincar toda criança… cria um mundo próprio, ou melhor, reajusta os elementos de seu mundo de uma nova forma que lhe agrade. Seria errado supor que a criança não leva esse mundo a sério; ao contrário, leva muito a sério a sua brincadeira e despende na mesma muita emoção.”

Sigmund Freud (1907)A importância das brincadeiras para as crianças

Por que as crianças buscam ativamente a atividade lúdica? Ou melhor, porque, elas possuem um intenso desejo em se ocupar com brinquedos, jogos ou qualquer outro material que possa desempenhar essa função?

O brincar não pode ser considerado um ato espontâneo. Isso porque, a criança não brinca somente pela busca do prazer que obtém nesta atividade. Existem outros motivos igualmente importantes pelos quais ela o faz.

Um deles trata-se de uma vivência que permite à criança experimentar sua consistência e sua inconsistência psíquica, pela qual ela busca construir um corpo, um limite de si própria, e traçar contornos que, ao mesmo tempo, a subjetivem e a diferenciam da alteridade.

Ao brincar, a criança experimenta e constitui-se a partir da criação de um espaço imaginário no qual ela exercita a possibilidade de elaborar seus sentimentos, delimitar sua relação ao que é diferente de si e fazer representações da realidade externa.

Em outras palavras, ao brincar as crianças estão construindo o seu próprio mundo!

Brincadeiras como forma de entender o mundo

Dessa forma, existe nas brincadeiras e no lúdico um funcionamento simbólico que permite à criança realizar um trabalho da ordem da representação: “em suas brincadeiras, as crianças repetem tudo o que lhes causou uma grande impressão na vida real, e assim procedendo, ab-reagem à intensidade da impressão, tornando-se, por assim dizer, senhoras da situação” (Freud, 1920, p. 27).

Em outras palavras, o ato de brincar possibilita a elaboração de vivências afetivas importantes e assim a representação de situações relevantes vividas pela criança normalmente de modo passivo. E desse modo ela busca entender o que está a sua volta.

Além disso, brincar funciona como uma ponte entre a fantasia e a realidade: ao realizá-la, a criança tem a possibilidade de transitar entre essas duas dimensões, facilitando a elaboração de conflitos.

Ao brincar, a criança pode lidar tanto como situações já vividas, como antecipar dados da realidade de modo a organizá-los de acordo com seus recursos afetivos, cognitivos e morais.

Poder dominar, pelo menos “de brincadeira”, uma situação que lhe é assustadora e/ou ameaçadora, é uma oportunidade de elaboração de sentimentos.

Assim, a importância das brincadeiras para as crianças é dada pelo recurso que permite à criança realizar uma aproximação entre seu imaginário e a realidade, à qual ela tem uma tarefa de adaptação.

O jogo é, nesse sentido, uma atividade integradora entre:

    • Realidade interna, as fantasias e conflitos psíquicos
  • Realidade externa, as regras e normas sociais

Assim como os adultos utilizam da fala para se expressar as crianças utilizam as brincadeiras, jogos e livros para revelar seus conflitos e sentimentos, bem como seus desejos e preferências.

Vamos brincar?

Frente ao surgimento das novas tecnologias, por vezes, a prática de brincadeiras torna-se secundária, perdendo espaço para os smartphones e tablets. Além disso, nos centros urbanos, as crianças sofrem com a privação do espaço das ruas.

Devido a esse problema contemporâneo, brinquedos eletrônicos e modernos passam a substituir os jogos e as brincadeiras propriamente ditas, e isso acaba levando a um baixo índice de criatividade infantil.

No meio de tanta tecnologia e jogos eletrônicos, a brincadeira passa a ser monótona, algo como uma rotina, sem surpresas ou mudanças.

O brincar precisa sair da imaginação da criança para o corpo, ou seja, precisa ser vivenciado. Diante disso, é importante preservar e garantir uma prática social e cultural do brincar no âmbito familiar, no sentido que as crianças sejam estimuladas a vivenciar diversas experiências através das brincadeiras.

Como construir um ambiente em que as criança seja estimulada a brincar?

Primeiro de tudo, você precisa começar a aprimorar os 10 hábitos que falamos neste artigo.

Depois, você pode criar muitas situações para que as crianças possam brincar, observar, explorar, investigar, criar, construir e aprender. Isso pode acontecer espontaneamente, mas se tiver a participação da família aí fica perfeito!

É um consenso que as crianças apreciam a companhia de seus pais ao aventurarem-se nas brincadeiras e na busca de conhecimento. Nesse sentido, destaca-se a importância das propostas que podem ser realizadas em família.

Resgatar as brincadeiras antigas é um caminho, uma vez que é algo que nossas crianças de hoje necessitam!

Trata-se de resgatar a nostalgia de algumas brincadeiras antigas e por meio delas, promover o desenvolvimento de diversas aspectos, tais como:

    • Criatividade;
    • Respeito ao próximo,
    • Responsabilidade,
    • Integração social,
    • Troca de ideias,
    • Independência,
  • Autonomia

Brincadeiras que desenvolvem

Assim, sem perder o caráter de entretenimento, além de sua dimensão psicológica, a importância das brincadeiras para as crianças pode ser considerada recurso importantes de aprendizagem e desenvolvimento do raciocínio lógico.

Jogos de encaixe

Inicialmente, destacam-se os jogos de encaixe e/ou de construção, nos quais a criança pode trabalhar com as peças de modo aleatório.

Uma dica que nós damos é de que os adultos não precisam corrigir movimentos e/ou estratégias dos pequeninos, pois o importante na brincadeira é justamente o exercício da experimentação. Se o adulto dirige demais a proposta ou exige demais da criança, esperando determinado resultado, aquilo deixa de ser brincadeira e vira um exercício didático. Algo pouco motivador para a criança.

Jogos de tabuleiro

Em um segundo momento, surgem os jogos de regras e/ou de tabuleiro. Inicialmente, com o acompanhamento de alguém que instrua as crianças como jogar. Nesses casos, é importante destacar que o jogo, mesmo de regras, não é uma prova ou um campeonato, mas uma atividade lúdica que gera diversão e aprendizagem, uma vez que auxilia a criança a lidar com o ganhar ou perder, as frustrações e o empenho, o esforço para transpor desafios, entre outros aspectos.

Dicas? Queimada, Barra Manteiga, Corre Cutia, Alerta, Mãe da Rua, Cinco Marias, Dama, Ludo, Trilha, Resta Um, Futebol de Botão, Banco Imobiliário, Uno… Quem não se lembra?  

Incentive o brincar, a leitura e a criatividade de seu filho com os livros, materiais e projetos do Box Kids Club.

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